O cultivo suspenso de morango semi-hidropônico requer uma quantidade enorme de substratos de longa duração e de elevada qualidade, o que acarreta em aproximadamente 50% do custo de implantação de um sistema com essa tecnologia. Os substratos utilizados atualmente pelos produtores capixaba de morango semi-hidropônio vêm do sul do país ou mesmo importados de outros países. Nesse sentido, a confecção de substratos derivados do aproveitamento de resíduos da agricultura e da indústria capixaba, podem substituir e consequentemente baratear os custos de produção e impulsionar a cadeia produtiva do morango regional capixaba. A tecnologia de produção de substratos requerer pesquisa científica e posteriormente uma extensão tecnológica junto a cooperativas e produtores de morango da região serrana do Espírito Santo, os quais têm enfrentado desafios na produção de morango, principalmente devido ao alto custo do substrato utilizado nos plantios. Assim, esse projeto do FortAC tem a pretensão de promover junto a cooperativas e produtores de morango da microrregião Central Serrana do Espírito Santo, a criação de um novo substrato a partir de matérias primas capixabas, promovendo uma economia circular da industrialização capixaba e reduzindo custo de produção para os produtores de morango do ES. O projeto visa além da extensão tecnológica de produção de um novo substrato, também a capacitação dos produtores por alunos e professores do IFES para utilização de resíduos na obtenção de substratos, bem como dias de campo para apresentação dos resultados obtidos com o projeto para os produtores. Espera-se com esse projeto, o aumento da renda do produtor ao longo da cadeia produtiva, redução do custo com substratos vindos de outras regiões e a contribuição na redução dos impactos ambientais com o aproveitamento de resíduos presentes no ES.